“Quando o corpo fala o que a alma cala”
- psileticiaschmidt
- 10 de mai. de 2025
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“Os sintomas são substitutos de satisfações instintivas que foram recusadas.”
— Sigmund Freud
Quantas vezes você disse “está tudo bem” enquanto sentia um nó na garganta?
Quantas dores carregadas no corpo não eram físicas, mas emocionais?
Quantas vezes engoliu o choro, silenciou a raiva, sorriu por fora e sangrou por dentro?
O corpo, esse grande guardião da alma, não mente.
Quando não ouvimos nossas emoções, ele encontra uma forma de gritar por nós.
Uma dor de cabeça que não passa.
Um aperto no peito.
Um cansaço que não tem explicação.
Uma alergia que insiste em voltar.
Insônia. Gastrite. Crises de pânico. Dores nas costas…
E assim, o corpo se torna o porta-voz daquilo que foi reprimido.
Freud dizia que quando a dor psíquica não é expressa em palavras, ela se expressa em sintomas.
E o mais curioso é que, muitas vezes, tentamos tratar o corpo…
mas esquecemos de acolher a alma.
Há histórias que adoecem porque nunca foram contadas.
Há memórias congeladas no tempo, esperando apenas um espaço seguro para existir.
Há gritos abafados de uma infância, de um trauma, de uma perda, de uma culpa.
Tudo isso vive em algum lugar dentro de nós. E o corpo sente.
Mas há um caminho de volta.
Um caminho de escuta, acolhimento e ressignificação.
Não é mágica — é processo.
É coragem de mergulhar para dentro e traduzir, com palavras, o que o corpo tentou contar em silêncio.
Porque quando a alma é escutada, o corpo pode, enfim, descansar.
Com amor,
Psi Letícia Schmidt ♥️
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