“Quando a alma adoece de silêncio: o retorno à verdade de si”
- psileticiaschmidt
- 10 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
“Ser inteiramente honesto consigo mesmo é um bom exercício”, disse Freud.
E talvez, entre todas as verdades difíceis que evitamos, a mais dolorosa seja aquela que sussurra dentro de nós: há algo fora do lugar… e esse algo sou eu.
Mas o que fazemos com esse desconforto?
Geralmente, empurramos para o porão da mente — ou, como Freud nomeou, para o inconsciente.
Lá, escondemos dores não ditas, desejos reprimidos, memórias partidas…
E seguimos. Produzindo, sorrindo, amando — muitas vezes no automático, muitas vezes sem saber por quê.
Até que o corpo adoece, as relações gritam, os sonhos cessam.
E a alma começa a sussurrar mais alto: me escuta.
Esse retorno à escuta de si é um movimento corajoso.
Não é imediato. É um processo.
É como descer as escadas da própria psique com uma lanterna na mão.
É encontrar-se com suas sombras, suas defesas, seus fantasmas… e mesmo assim, seguir.
Freud dizia que “somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”.
Mas e se, em vez de ferro, fôssemos feitos de poesia, de caos, de traumas e também de potência?
Talvez o que você chame hoje de fraqueza seja, na verdade, um chamado à inteireza.
Talvez esse medo, essa ansiedade, essa repetição que você não entende, seja um pedido:
olhe para mim. Me compreenda. Me liberte.
Entrar em contato consigo não é um luxo, é uma necessidade da alma.
É voltar ao ponto de partida e reaprender a se amar sem amarras.
É ser capaz de perguntar com sinceridade: Quem sou eu… para além do que esperam de mim?
E quando você começa a se escutar de verdade, o que antes era sintoma, vira símbolo.
A dor vira linguagem.
E o que parecia fim, revela-se recomeço.
A pergunta que fica é:
Você está pronto (a)
para se reencontrar?
Com amor, Psi Letícia Schmidt ♥️
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