“AdoLE-Ser: quando crescer dói, mas também revela”
- psileticiaschmidt
- 10 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Existe um momento da vida em que o corpo muda, a mente grita e o coração não sabe onde morar.
Onde tudo é intenso, confuso, urgente.
Um momento em que o mundo parece apertado demais… e você grande demais por dentro.
Esse momento tem nome: adolescência — ou, como eu gosto de chamar, AdoLE-Ser.
Porque é nessa travessia que se começa a deixar de ser o que os outros esperam
para, enfim, tentar descobrir quem se é de verdade.
Mas não é fácil.
Talvez você se sinta perdido entre “deixa disso” e “seja alguém”.
Talvez sinta raiva e tristeza no mesmo minuto.
Talvez chore e nem saiba por quê.
Talvez sorria… e, ainda assim, se sinta sozinho.
Freud dizia que o ego está a serviço de três senhores: o id, o superego e a realidade.
Na adolescência, esse trio parece falar ao mesmo tempo dentro da gente.
Um quer tudo, o outro cobra perfeição, e o mundo exige decisões.
No meio disso, surge o caos — e, dentro dele, uma pergunta:
Quem sou eu? E o que eu quero de verdade?
Se ninguém nunca te contou, saiba: esse caos não é fraqueza.
É parte do nascimento de um novo eu.
É parte do processo de se tornar inteiro.
Sentir demais, errar, mudar de ideia, querer sumir e, no segundo seguinte, querer ser visto —
tudo isso é normal.
Porque crescer, antes de ser bonito, é desconfortável.
Mas é justamente nesse desconforto que mora a possibilidade de evolução.
Você não precisa se apressar.
Mas precisa se escutar.
E aprender, pouco a pouco, a se respeitar.
Você não está sozinho.
Você está se formando.
E o seu ser merece ser levado a sério.
Com amor,
Psi Letícia Schmidt ♥️
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