“Amor que acolhe, não aprisiona”
- psileticiaschmidt
- 10 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas. Mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
— Carl Jung
O amor verdadeiro não precisa de grades.
Ele não controla, não sufoca, não diminui.
O amor saudável é aquele que nos deixa ser — e que nos ensina a sermos mais, sem medo.
Mas a verdade é que muitos de nós aprendemos o amor através da falta.
Crescemos ouvindo que amar é sofrer, que ciúmes é prova, que controle é cuidado.
E quando amamos, repetimos o que vimos… mesmo sem perceber.
Clarice dizia que “o que ela mais temia era exatamente o que precisava: entrega.”
E talvez amar com consciência seja isso:
entregar-se sem se perder.
Construir pontes, não muros.
Sentir liberdade dentro do encontro.
Relacionamentos saudáveis são feitos de presença, não de posse.
De escuta, não de julgamentos.
De mãos que se entrelaçam, mas não se agarram com desespero.
Amar bem é permitir que o outro exista como é — e ainda assim escolher caminhar junto.
Jung falava que encontrar a própria alma é um processo de individuação.
E é quando nos reconhecemos como inteiros — com nossas dores, desejos e limites — que conseguimos escolher alguém não para nos completar, mas para compartilhar.
Um amor que faz bem é aquele que nos devolve a nós mesmos.
Que acolhe nossa luz e respeita nossas sombras.
Que não exige máscaras, mas incentiva a verdade.
E quando nos permitimos viver esse tipo de amor, descobrimos que o “felizes para sempre” não mora na perfeição…
mas no cuidado diário, na reciprocidade, na escolha consciente de continuar mesmo quando o caminho muda.
Porque o amor não se trata de encontrar alguém perfeito.
Se trata de amar com maturidade, com liberdade e com verdade.
Com amor,
Psi Letícia Schmidt ♥️
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